quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Chuva, Temporal, e o caos na cidade

Oi amig@s!!!

Entra ano e sai ano, sempre a mesma história. Quer dizer, mesma não, porque vai ficando pior na verdade. Chega o verão, o calor, e a chuvarada, os temporais de 1 hora, os alagamentos, o trânsito piorado, o caos na cidade.

Todo mundo (ou quase todo mundo) se lembra do quão é ruim jogar lixo na rua, nos córregos e rios. Todo mundo pensa em quanto carro tem em São Paulo, que fica mais instransitável em dias de tormenta. É assim.

Daí, inspirada por isso, resolvi fazer esse post. E já começo dizendo que o buraco é muito mais embaixo do que jogar lixo na rua. Claro, essa é uma das coisas que devemos fazer SEMPRE, mas há muitos outros aspectos envolvidos nessa questão. A impermeabilização do solo, escassez de áreas verdes, muito carro na rua, poluição nas alturas, mal planejamento urbano, lixo por todo lado, dá pra ficar até amanhã discorrendo sobre o assunto.

Mas o foco aqui é: e o kiko? “kiko” tenho a ver com isso? O que posso fazer para amenizar o problema?

1. exercer minha cidadania

2. exercer minha cidadania

3. exercer minha cidadania

Isso é o que podemos fazer minha gente. Aproxime-se de sua subprefeitura, dos vereadores da sua região e os cobre. De tudo e mais um pouco. Envolva-se com a vida comunitária. Saiba de seus direitos e deveres. E pare de jogar lixo no chão, hahahaha. Procura aliar-se a projetos de planejamento urbano, preservação ambiental. Vá nas audiências públicas que discutem o que será feito da SUA cidade. É dessa forma que podemos minimizar os estragos. Na atitude diária, sempre.

E para você que é um sortudo e tem um trabalho moderno e liberal: vá trabalhar de manhã na “firrrma”, e trabalhe em casa a tarde, que é quando ocorrem a maioria das chuvas. ou então trabalhe mais dias em casa. Isso deveria ser lei nas empresas de janeiro a março. HÁ.

E pesquisando achei um postezinho bacana na Veja (???), vale a pena dar uma olhadela, aqui.

E para não dizer que chuva é só desgraceira, uma animada:

QUE BELEZA!

Fui!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

NATAL ECOLÓGICO

 

natal_ecologico

No natal de 2009, postei aqui algumas dicas para um natal mais sustentável. E que ok, continuam valendo as dicas para 2010, mas……… não deixam de se referir a consumo, consumo, consumo, consumo e mais um pouquinho de consumo.

Esse ano eu não vou dar nenhum presente. Pra ninguém. Isso significa que não gosto das pessoas, não as valorizo? Onde está escrita essa lei? Quem foi que falou que temos que demonstrar nosso afeto por meio de coisas materiais, se é justamernte o imaterial que representa nossos sentimentos?

Claro, é gostosinho dar um presente. Mas isso definitivamente não deveria ser a obrigação do natal. Até porque, o dinheirinho anda curto não é não?

Em 2010 (de novo eu pensando e repensando nas férias) eu dei muitos, muitos, muitos abraços nas pessoas que eu amo. Deixei de fazer algumas coisas minhas para que meu marido fizesse as dele, segurei umas barras com ele. Dei uma força ao meu irmão, esperança, conforto. Apoiei amigas em romances equivocados, dei ombro, ouvidos e sorrisos. Fiz muitas pessoas sorrirem. Defendi um colega de trabalho e me ferrei. Amei loucamete meu pai e minha mãe, fui todos os fins de semana passar o sábado a tarde com eles. Arrumei trabalhos para alguns conhecidos. Trabalhei em prol da minha cidade, e não foi pouco. Defendi minha equipe, trabalhei por eles. Dei conselhos quando me foram pedidos. Cobri buracos. Fiz um sem número de favores. Aguentei chatices e paranóias de bom humor. Atendi telefonemas de madrugada. Ajudei cahorros de rua. Cuidei da minha cachorra. Ajudei amigos nos seus trabalhos. Disse um infinito de “eu te amo” ao longo de 2010.

Quais presentes mais eu preciso dar? 

Nesse natal e ao longo de 2011 eu vou abraçar, beijar, carinhar, estar junto, ser amiga, irmã, filha, esposa, chefe, subordinada, como sempre fui. E amando, com sempre amei. Isso é o que de melhor posso dar. E o que de melhor podemos desejar de presente.

sábado, 20 de novembro de 2010

Repensar… e preparar o terreno

 

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Eu estou em férias. E nas férias, além de organizar a bagunça da casa (gostoso, de verdade) e viajar um tiquinho, a gente pensa muito. E repensa.

E eu, de ontem pra hoje, me peguei pensando no trabalho. Não nos fazeres em si, mas no ideal, na ideologia e nas idéias.Trabalhar com meio ambiente, sustentabilidade, políticas públicas, cidade, saúde, comunidades, etc, não é fácil. Apesar de estar na moda, realmente é um desafio.

Daí que me peguei pensando em como seria se eu tivesse seguido mesmo a carreira de comunicação que iniciei, ou me tornasse uma maquiadora. Musicista, contadora, estilista, videomaker, eu sei lá... Qualquer coisa que não me fizesse necessariamente querer mudar o mundo, e por consequencia me deixasse às vezes triste e desanimada. Pessimista.

Pois às vezes me sinto assim. Querer e trabalhar por uma cidade melhor envolve muita mudança, luta, temos sempre de convencer as pessoas de que mudar pra melhor é bom. Que os fazedores de opinião, os mandas-chuva (é assim que escreve minha gente?) PRECISAM mudar sua postura. Deixar de pensar nos próprios umbigos e pensar nas pessoas. Mas é tão, tão, tão difícil! Porque o ser humano se preocupa mesmo com ele próprio, salvo raras exceções. E daí vemos o que vemos hoje: decadência, destruição, a cidade prestes a entrar em colapso. Ok, Ok, tivemos muito avanços, mas nada realmente significativo a ponto de poder mudar um panorama vindouro.

Mas peraí: esse não era pra ser um post pessimista! Eu não sou pessimista!

Tá na lei maior: a reconstrução vem a partir da destruição. Ação e reação. Caos e ordem. Vários espíritos encarnando, pra mó de elevar esse nosso planetão. De expiação a regeneração. Muitas mudanças a vista nessa nossa bola de terra, água, fogo e ar… Claro, estamos passando por esse tempo de destruição.

E eu – e nós – que estou passando hoje por aqui tô preparando o terreno, não é? É. É isso então! É essa minha expectativa: deixar terreno fértil nas lutas socioambientais pra esses índigos que estão pintando na área e que, num futuro talvez não tão próximo, vão conquistar muito mais do que estamos conquistando hoje e agora.

Pronto, me reanimei! Otimizei! Alegrei! Semear a terra não é algo fácil, não... Preparar a terra, fertilizar o solo, preparar as melhores sementes, medir água, nutrientes, luz e calor… Arrumar os canteiros. O plantio é opcional, mas a colheita é obrigatória. ‘Bora plantar?

domingo, 14 de novembro de 2010

Nos EUA, leis obrigam manicures a usar esmalte ecológico

Salões de beleza "verdes" passam a adotar produtos que não têm substâncias tóxicas, em cidades como San Francisco e Nova York
PATRICIA LEIGH BROWN
DO "NEW YORK TIMES",
EM SAN FRANCISCO
Vidros de esmalte no Nova Nail Spa incluem o azul Sky Sparkle ("faísca azul") e o rosa Hot Blooded ("de sangue quente"). A cor predominante no elegante salão de Kim Pham, porém, é o verde ecológico. "Meu marido decidiu que deseja que tudo seja natural e ecológico para mim", disse Pham sobre a decisão do casal de abrir um salão de beleza "ecológico", devido à crescente preocupação quanto aos efeitos de elementos químicos de esmaltes, removedores e outros produtos. "Sempre gostei de procurar algo novo", ela acrescentou. "E um salão saudável é diferente para as clientes." Pham está na vanguarda das manicures. San Francisco acaba de aprovar a primeira lei de reconhecimento de salões de beleza ecológicos. O objetivo é reduzir os riscos de saúde ocupacional entre as 1.800 manicures da cidade, muitas das quais de ascendência vietnamita. Nos termos da lei, a cidade identificará publicamente os estabelecimentos que empreguem apenas esmaltes que não contenham tolueno, dibutil ftalato (DBP) e formol, o chamado "trio tóxico". Os três produtos constam da lista de itens potencialmente causadores de câncer ou defeitos congênitos na lei da Califórnia para produtos cosméticos seguros. O DBP, que torna o esmalte menos áspero e impede rachaduras, está associado ao potencial de danos reprodutivos e é especialmente perigoso para as mulheres grávidas (seu uso em cosméticos é proibido na União Europeia). O solvente tolueno, usado nas colas de esmaltes, pode causar enxaquecas, tontura e náusea e está vinculado a perda de memórias recentes e outras questões neurológicas. O formol, usado como endurecedor e preservador, é sabidamente carcinógeno e pode causar asma. Como muitas das profissionais do ramo, Pham é descendente de vietnamitas e muitas vezes tem jornada de trabalho de 10 horas/dia. Cora Roelofs, pesquisadora sobre saúde ocupacional na Universidade de Massachusetts Lowell, que conduziu uma pesquisa de saúde entre as manicures de origem vietnamita nos EUA, disse que a exposição prolongada a esses produtos químicos era muitas vezes exacerbada pela má ventilação. Seu estudo, publicado em 2007, sugere maior incidência de problemas respiratórios e dermatológicos, se comparados aos da população geral. As manicures, ela apontou, "são em geral mulheres jovens e imigrantes, uma população vulnerável".
CONTESTAÇÃO
Doug Schoon, consultor industrial, químico e co-presidente do grupo de trabalho do Nail Manufacturers Council, afirmou que muitos fabricantes já haviam eliminado o trio tóxico de seus produtos. Os esmaltes da OPI, uma marca popular, por exemplo, já não usam dibutil ftalato e tolueno, de acordo com a empresa, ainda que alguns endurecedores de unhas contenham formol. Uyen Nguyen, proprietária de um salão em Oakland, disse que quando sua cunhada, que trabalhou durante 17 anos colando unhas artificiais de acrílico, sofreu um aborto espontâneo, seu médico sugeriu uma conexão. Os salões de Nguyen e Pham oferecem uma linha de esmaltes definidos como "vegan", o que atraiu pelo menos uma resposta cética. "Não sigo dieta vegan; por que pintaria minhas unhas com esmalte vegan?", questionou Eileen Horan, 28, que trabalha como executiva em um banco, enquanto pintava os pés no Nova. Julia Quint, toxicologista especializada em saúde pública, disse que seria necessário testar todas as linhas de esmaltes para "determinar se os fabricantes não substituíram um componente tóxico por outro". Ela acrescentou que "há muita camuflagem posando como ecologia".
LEIS
Neste ano, Nova York aprovou uma lei que requer que proprietários de salões de manicures forneçam luvas e máscaras aos seus funcionários. Em Washington, os funcionários encarregados de detritos tóxicos do condado de King se aliaram a ambientalistas para promover palestras em salões de manicures, conduzidas por uma especialista de origem vietnamita. Uma das recomendações que ela faz é armazenar as bolas de algodão encharcadas de acetona em recipientes metálicos, e não plásticos, para que os componentes voláteis "não se espalhem em forma de gás", disse Laurie Foster, investigadora ambiental do condado. Mas para Jenny Ban, gerente do Love Nails, um animado salão em Oakland, a ideia de um salão ecológico parece exótica. "Eu trabalho e só", ela disse, cercada por esmaltes. "Não sei nada sobre produtos químicos."
Tradução de PAULO MIGLIACCI
Fonte: Folha de São Paulo

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tá reclamando do que?

Essa dói, hein!

Recebi o texto abaixo por email, de uma colega de uma lista de discussão.
A não ser que você seja uma espécie de Jesus Cristo, Gandhi, Madre Teresa ou coisa que o valha, vale por a mão na consciência.
E por falar em Gandhi: "nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo".

Ai, ai, ai...

Tá reclamando de quê?

A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!

" Tá " Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? Do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos politicos distritais de Brasilia? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso? E você?

Brasileiro Reclama De Quê?

O Brasileiro é assim:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. - Viola a lei do silêncio.

9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

13. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo.

14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.

16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.

18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.

22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E VOCÊ ?????? O QUE FAZ ??????

E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?
Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma
mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."

Bicicleta e transporte público

Oi pessoas!!!

Em clima de Setembro Verde, Dia Mundial Sem Carro e Bicicletada, nasceu essa reflexão...

No próprio Dia Mundial Sem Carro, estive em visita a uma comunidade no extremo sul de São Paulo, Chácara Santo Amaro. Como postei no facebook, lá (e em mais tantos outros locais periféricos da nossa megalópole), todo dia é o dia mundial sem carro. Por quê? Porque simplesmente os cidadãos lá "jogados" não tem a mínima estrutura decente de transporte público. Daí, só mesmo na bicicleta. Ou na charrete. Quem acha que isso que estou escrevendo é mentira, absurdo, vem comigo então um dia que eu vou mostrar.

Então... essas pessoas acabam obrigatoriamente deslocando-se em veículos alternativos (moto também tem bastante, é mais barato...), fazendo desses seus instrumentos de mobilidade, mas não porque é ecológico, moralmente bonito ou porque querem questionar os modelos de mobilidade da cidade, mostrando o quanto é viável ocupar as ruas com suas bicicletas super equipadas e suas fantasias alegres. Fazem porque não tem opção melhor. Aliás, as bicicletas geralmente estão em péssimo estado de conservação e segurança (quem tem condições de fazer a manutenção?), afinal em alguns locais seria preciso uma montain bike, offroad... as pessoas pedalam de chinelo – que serve de freio às vezes, sem equipamentos de segurança. Quem vai lá ensinar sobre mobilidade, manutenção de bicis, utilização do espaço urbano? Me desculpem, é muito fácil morar na região central, perto de ônibus, metrô e outros meios de transporte, TER um carro e uma bicicleta toda equipada, e protestar contra o trânsito na cidade. Difícil mesmo é não ter essas opções, nem dinheiro, nem serviços públicos...

Não, eu não sou contra tudo isso, sou muito a favor! A elite intelectual tem que se manifestar sobre isso. Fomentar as políticas públicas. Mas tem que ajudar também, e saber que não estão num mundo onde todo mundo está em condições iguais. As pessoas não andam de bici só na Avenida Paulista. Já estamos articulando um pequeno projeto para, minimamente, garantir a segurança das pessoas que circulam de bici pela periferia da zona sul. Aliás, quem tiver boas idéias e quiser contribuir, será bem vindo! Me escrevam, por favor!

Conheça o Dia Mundial Sem Carro

Conheça a Bicicletada

Dicas de manutenção de bicis, clica aqui.

Veja o Plano Municipal de Transporte e Mobilidade Sustentável










domingo, 19 de setembro de 2010

Resíduos, problemas, possibilidades...

Oi amigos! Tá difícil encontrar tempo de escrever por aqui, mas tô tentando...

E hoje vou começar por dois artigos da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Primeiro, o artigo 28 do capítulo III, que diz que "O gerador de resíduos sólidos domiciliares tem cessada sua responsabilidade pelos resíduos com a disponibilização adequada para a coleta ou, nos casos abrangidos pelo art. 33, com a devolução."

E o artigo 33 diz o que? Diz que "são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de: 

I - agrotóxicos, seus resíduos e embalagens, assim como outros produtos cuja embalagem, após o uso, constitua resíduo perigoso, observadas as regras de gerenciamento de resíduos perigosos previstas em lei ou regulamento, em normas estabelecidas pelos órgãos do Sisnama, do SNVS e do Suasa, ou em normas técnicas; 

II - pilhas e baterias; 

III - pneus; 

IV - óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; 

V - lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; 

VI - produtos eletroeletrônicos e seus componentes. 

ÓÓÓÓÓÓÓ (pausa pra achar tudo legal, bacana e inteligente).

Mas... peraí: dúvida, dúvida, dúvida! Isso funciona? Pode funcionar?

Porque até onde vejo não há uma infra estabelecida para essa "logística reversa" pretendida. Eu vejo sim é uma logística perversa, onde o cidadão comum não sabe onde enfiar esses resíduos (e não me venham com sugestões indecentes, hein!). E nem quero colocar aqui as questões de que cada um é responsável pelo lixo, pela cidade, pelas reinvindicações políticas-econômicas-sociais-ambientais, pois aqui nesse blog, claro, sempre partimos desse pressuposto.

O que eu quero colocar é que tá difícil, muito difícil conseguir fazer algo direito hoje em São Paulo, quando se trata de encaminhar nossos resíduos. Na maioria das vezes, para a maioria das pessoas, vai tudo pro mesmo saco e que se dane! A boa vontade da sociedade civil, vislumbrada em programas, projetos e boas iniciativas, emperra sempre na má vontade do poder público ou dos que detém recursos financeiros. Falta articulação, responsabilidade, seriedade e dinheiro. Tem gente querendo fazer a coisa acontecer (né PAVS?), mas realmente tá difícil.

Semana passada fui até Suzano conhecer a Suzaquim, indústria que reprocessa pilhas/baterias, resíduos eletroeletrônicos e efluentes químicos, e os transforma em matéria prima para a indústria de refratários e pigmentos. Muito legal o trabalho deles. Mas, para que o cidadão comum ou alguma empresa possa encaminhar seus resíduos desse tipo pra lá, é preciso desembolsar uma grana para a retirada (em torno de 900 reais por tonelada). Daí começa os obstáculos, porque grandes empresas conseguem encaminhar, mas estabelecer parcerias com essas empresas é difícil. No meu trabalho, estamos tirando leite de pedra pra dar conta de encaminhar as pilhas e baterias recolhidas em nossos projetos. E simplesmente nem pra Suzaquim conseguimos encaminhar, e parcerias não conseguimos fechar. E não temos dinheiro. Se ao menos a tal da logística reversa funcionasse, já seria uma mão na roda. Mas cadê que as empresas se articulam para tal? Necas de pitibiriba... A gente espera, e até ajuda a pensar na infra, né colegas?

Mas o que PRECISAMOS MESMO é dar a destinação adequada... Eu não quero parar no artigo 28, vocês querem?

Pra conhecer a Política Nacional de Resíduos Sólidos, clique aqui.

Para conhecer o trabalho da Suzaquim, clique aqui.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cães sem raça definida são protagonistas de filme com estreia em dezembro

Adorei!

Projeto “Vira-Latas – Os Verdadeiros Cães de Raça” tem publicação de livro e longa metragem

Eles não são “puros”, não são comprados e, muitas vezes, sofrem preconceito. Mas, apesar disso, os chamados SRD (sem raça definida) ou simplesmente vira-latas têm alcançado cada vez mais espaço na sociedade. Segundo uma pesquisa realizada pela Datafolha, que entrevistou 613 pessoas, esse é o cão mais comum na casa das famílias paulistanas. Entretanto, ainda existem milhares desses cães que vivem nas ruas.

Tiago Ferigoli é um publicitário que há três anos tem investido no Projeto “Vira-Latas-Os Verdadeiros Cães de Raça”, com intenção de conscientizar a população sobre a importância de cuidarmos desses animais.

Ferigoli assina as fotografias do livro e de um filme, com estreia prevista para dezembro de 2010. O longa conta com a participação de famosos como Ronnie Von, Heródoto Barbeiro e Danilo Gentili, além de outros profissionais que contam sua experiência com animais de rua.

Ficha técnica
Vira-Latas – Os Verdadeiros Cães de Raça
Lançamento: dezembro de 2010
Direção: Tiago Ferigoli
Duração: aprox. 60 min.
Site: www.vira-latas.com

fonte: http://www.petzine.com.br/pet/?p=449