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sexta-feira, 13 de maio de 2011

SOBRE O RESGATE DE ANIMAIS E O TRABALHO DE QUEM QUER AJUDAR




Oi amigos e amigas,

Acho que alguns de vocês devem ter acompanhado a saga sobre um cachorro que encontrei abandonado e doente na rua...
Resumidamente: estava andando pela Av. Engenheiro Armando Arruda Pereira, em São Paulo, voltando do trabalho, quando me deparei com um cão de grande porte, tremendo muito, encolhido numa grade no meio da rua, sem poder andar. Ele não respondia aos chamados, e não deixava chegar perto, ameaçava morder.
Um senhor e uma senhora muito dignos pararam em seus caminhos também para tentar ajudar.
Ficamos umas 3 horas com ele, só conseguimos que ele comesse um pouco, mas não conseguimos remove-lo do lugar nem que ele tomasse água. Ele inclusive nem ficava de pé.

Saí do local e busquei acessar a rede de contatos de proteção animal. Emails com fotos e a história para a produção do Programa da Luiza Mell, liguei, falei com Ana Carolina. Ela me pediu burocraticamente que enviasse as fotos com o email, mas que possivelmente o "resgatador" de cães amigo do programa poderia fazer o resgaste em 2 dias, pediu que cuidassemos dele e que entraria em contato.

Acessei diversas redes, Clube dos Viralatas, UIPA, vários colegas, blogs. Obtive pelo facebook a ajuda de gente bacana que se dispôs a pelo menos divulgar.
Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo? Desculpem, mas HÁHÁHÁ.

Clube dos Viralatas? Me pediram pelo facebook para enviar um email. Enviei com com fotos e NUNCA OBTIVE SEQUER UMA RESPOSTA.

Já consegui, com a ajuda de pessoas iluminadas, encontrar lar e tratamento para diversos cães abandonados, sem contar com a ajuda de NENHUMA ONG, PROGRAMA DE TV, ZOONOSES, NADA.

Porém, com este cão, eu não tinha o que fazer: ele estava doente, imóvel e precisava ser resgatado. Eu não tenho estrutura pra isso.

Nos 2 dias subsequentes eu e o senhor que me ajudou no dia (SR. Paulo, que inclusive cuida de vários gatos abandonados, obrigada!) conseguimos deixa-lo aquecido e fizemos com que ele comesse um pouco. No terceiro dia alguém conseguiu tira-lo do meio da avenida e leva-lo para a rua de trás, mais tranquila. Mas depois disso, ele desapareceu.

Nossa suposição é que tenha morrido, e sido recolhido pelos lixeiros, pois comentaram que viram o caminhão parado por um certo tempinho, mas não viram exatamente do que se tratava. Resgatado ele não foi eu acho, pois alguém teria entrado em contato (apesar de que torço pra isso).

Escrevo tudo isso pois não sei mais se acredito muito no trabalho de ONGs de defesa dos animais, não... Muito menos na Luiza Mell, cujo produção sequer me respondeu!

A lição que fica pra mim é: se eu e meus amigos pudermos ajudar, ÓTIMO! Senão os cachorros que morram... entendo, eu sei, não me venham explicar, que os abrigos são lotados coisa e tal. EU SEI. Mas sou uma ativista dessa causa, nunca pedi ajuda desse tipo, sempre me virei com colegas, e quando pela primeira vez peço ajuda, SOU IGNORADA. Eu não, né, mas o cão.
O que mais me chateia é não obter nenhuma resposta aos apelos, nem mesmo um sonoro NÃO. 

UMA NEGATIVA AINDA É MELHOR QUE UMA OMISSÃO.

Fica aqui registrada minha tristeza, e minha descrença.

-------------------------- ATUALIZAÇÃO ------------------------------
Amigos, recebi uma resposta da produção da Luiza Mell, acho justo compartilhar com vocês. Dos outros contatados (ONG) ninguém respondeu mesmo...

Segue a resposta ao meu email:


 Olá,
Agradecemos o seu contato e sua participação, ela é muito importante para nós.
Estamos recebendo diariamente diversas denúncias, que estão sendo analisadas pela nossa produção em como podemos ajudar. Sua denúncia está sendo encaminhada para nosso parceiro Luiz Scalea da Proteção Animal. Você pode também entrar em contato ele pelo e-mail: giu.stefanini@hotmail.com ou pelo site www.luizprotecaoanimal.com.br.
Um abraço,
Equipe Estação Pet

E o email que eu tinha enviado a eles:


Olá Ana,

Por favor, tente atender esse apelo.
Mesmo trabalhando na Secretaria de Saúde com meio ambiente, acessei minha rede de contatos mas nada consegui.

Este macho aparenta já ter uma certa idade, está abandonado, desidratado, não conseguimos faze-lo tomar água mas ele comeu. Porém, está imóvel, não conseguimos tira-lo do local, ele treme muito e parece estar sentindo muita dor nas patas traseiras.

Ele está na Avenida Engenheiro Armando Arruda Pereira, Jabaquara, perto do Metro e quase em frente a entrada do atendimento a passageiros especiais do metrô.

Por favor, a nossa última esperança são vocês. Ele não sai do lugar e periga morrer de frio no local. Isso sem falar na possibilidade de ter sido abandonado doente e com dor, pois ele tem uma coleira sem identificação, o que me leva a crer que foi mesmo abandonado, numa ato criminoso.

As fotos estão anexadas, meus telefones estão abaixo.
Abraços esperançosos,
Renata Crivoi de Castro

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cães sofrem. O que podemos fazer?

 

Imagem de Imotion Imagens

 

Oi pessoal!

Puxa, com todo esse meu envolvimento com as questões dos animais, em especial cães, tenho a impressão que para os amigos vou virando uma espécie de tira-dúvidas (ainda tem hífen?). Eu sempre que posso ajudo, corro atrás, mas muitas vezes é difícil essa vida de “protetora”, porque o abandono e os maus tratos “comem soltos” no mundo humano, ainda.

Mas essa semana 2 casos específicos me levaram a escrever esse post.

Sexta-feira, 18 de fevereiro: liga uma amiga, de tarde, dizendo que numa casa abandonada perto da sua havia uma cadela com 4 filhotes, abandonados, trancados, sem comida, água e todos machucados. E me pergunta: você tem uma sugestão do que eu faço?

Eu: acessar zoonoses? Não adianta, eles querem mais que os cachorros morram mesmo. Mas mesmo assim fui atrás. Surpreendentemente, avanço: me disseram que se algum morador quiser ficar com 1, 2 ou todos os cachorros eles garantem de graça vacina, vermifugação, castração e RGA. E mais: iriam acessar o CCZ/adoção, para ver a possibilidade desses animais entrarem na fila! Ainda não tive retorno…

A outra possibilidade seria acessar a rede de proteção aos animais e ver se há alguma entidade disponível.

Outra, fazer vaquinha, levar no veterinário amigo do bairro e depois ralar pra conseguir uma família pra eles. Um dos filhotes que estava quase morto minha amiga levou para um veterinário, está pagando o tratamento, mas não poderá ficar com ele. Mas isso é história pra outro post…

Sábado, 19 de fevereiro: 10h da manhã toca meu celular, era uma gestora da minha equipe. Alô! Rêêê! Meu, tô numa ação de cata bagulho, um cachorro acabou de ser atropelado e está sangrando muito. O que eu faço?

De novo, poucas opções: zoonoses não atende nesse caso, de novo eles querem mais que o cachorro morra. Ela poderia levar ao hospital veterinário da UNISA, tentar a sorte. Ou de novo: vaquinha e levar no veterinário amigo do bairro.

Tristeza, né? Muitas pessoas querem ajudar, mas como? Olha, vou falar da minha experiência, que amo animais e sofro com maus tratos, cães passando fome, abandono… Não tenho como resgatar todo cachorro que vejo na rua, e a primeira lição nesse caso é: aprenda a controlar seu coração, seus sentimentos. Se você faz sua parte, fique de coração tranquilo e saiba que a vida selvagem na selva de pedra segue seu rumo.

A segunda coisa: ajude entidades filantrópicas. Doe: dinheiro, ração, remédio, equipamentos, tempo. Ajudará muito os anjos dos animais.

Terceira coisa: sensibilize amigos, vizinhos, parentes e todo o mundo sobre a posse responsável. Ajude nas campanhas de vacinação e castração. Mobilize a turma da rua e combine para levar os animais que moram nessa rua no próximo mutirão de castração. É possível, e dessa forma evitam-se doenças e mutliplicação em ritmo desenfreado.

Quarta coisa: se for socorrer algum animal, antes de tudo, cuidado. Um animal com dor ou medo pode morder. E feio. Daí entra na questão novamente o veterinário amigo do bairro. Sabe? Todo bairro tem aquele veterinário camarada, que atende de graça e cobra material, ajuda, daí a vaquinha é mesmo válida. De verdade. Nesse meio tempo quem sabe até você nao arruma uma família pro bicho?

E há também outras opções, os links seguem abaixo: zoonoses (sempre é bom pelo menos notificar), entidades filantrópicas e de proteção aos animais, hospitais veterinários de universidades…

Se você leu até aqui, obrigada! Ajude a divulgar, por favor!

É isso amigos, até mais!

Veterinário Solidário - ARCA Brasil

Clube dos Viralatas

Cachorro Perdido

Centro de Controle de Zoonoses São Paulo

Hospital Veterinário USP

Hospital Veterinário UNISA - São Paulo

domingo, 9 de janeiro de 2011

atitude solidária

"Seres humanos estão na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar." - Chico Xavier -



essa semana Sampa sofreu com as chuvas torrenciais, como sempre. tristes momentos onde a água, fonte da vida, vira sinônimo de desgraça...


e no meio de tudo isso, ainda tem gente que, com a casa debaixo d'água, tem espaço no coração e na atitude para ajudar cães em situação de perigo, como fez essa senhora na região do Aricanduva, região esta que sofre pacas com as enchentes de verão.

eu imagino o desespero de uma pessoa ao ver sua casa indo pra debaixo d'água, mas não consigo entender como a pessoa pode se preocupar mais com sua geladeira, fogão do que com a VIDA do seu cachorro, que com certeza não a abandonaria num momento de fuga!



quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cães sem raça definida são protagonistas de filme com estreia em dezembro

Adorei!

Projeto “Vira-Latas – Os Verdadeiros Cães de Raça” tem publicação de livro e longa metragem

Eles não são “puros”, não são comprados e, muitas vezes, sofrem preconceito. Mas, apesar disso, os chamados SRD (sem raça definida) ou simplesmente vira-latas têm alcançado cada vez mais espaço na sociedade. Segundo uma pesquisa realizada pela Datafolha, que entrevistou 613 pessoas, esse é o cão mais comum na casa das famílias paulistanas. Entretanto, ainda existem milhares desses cães que vivem nas ruas.

Tiago Ferigoli é um publicitário que há três anos tem investido no Projeto “Vira-Latas-Os Verdadeiros Cães de Raça”, com intenção de conscientizar a população sobre a importância de cuidarmos desses animais.

Ferigoli assina as fotografias do livro e de um filme, com estreia prevista para dezembro de 2010. O longa conta com a participação de famosos como Ronnie Von, Heródoto Barbeiro e Danilo Gentili, além de outros profissionais que contam sua experiência com animais de rua.

Ficha técnica
Vira-Latas – Os Verdadeiros Cães de Raça
Lançamento: dezembro de 2010
Direção: Tiago Ferigoli
Duração: aprox. 60 min.
Site: www.vira-latas.com

fonte: http://www.petzine.com.br/pet/?p=449

domingo, 30 de agosto de 2009

Morda Lola, Morda


Há algum tempo eu e o maridón estávamos muito afim de adotar um ser canino. De preferência aquele viralatinha carente de carinho, amor e aconchego, sabe?
Os amigos incentivavam... Ka e Fabinho dizendo que era a melhor coisa do mundo! Yara falando todo dia do Wiskie... Vanessa dizendo: adota hoje!
Enfim, preenchemos um formulário de adoção do PEA, queríamos adotar o Juquinha... mas não deu certo pois de acordo com as organizadoras do PEA ele estava acostumado com outros cães, e sofreria sem uma companhia peluda.
Daí passado um tempo, nossa amiga Vanessa deu a notícia: sua cachorra Missy havia dado á luz a 7 filhotes, depois de ter dado umas bandas por aí com seu parceiro viralata. Na mesma hora pensei: nasceu minha filhota!
E foi amor á primeira lambida... ela, no meio dos 7, veio até mim, me cheirou, me deu uma bela lambida e dormiu no meu colo... Pronto! Amor consumado, caso resolvido.
Quarenta e cinco dias e a bolinha peluda aportou em casa... curiosa, esperta e muito, mas muito afetuosa.
Mudou minha vida... aliás, a minha e do Marcel.
Muito amor, lambidas, cheiradas, mordidas, latidos, broncas, chinelos arrebentados, pulos, balançadas na pança, corridas com a nossa primeira filha...
Ela está agora com 3 meses. Logo, logo estará feliz da vida passeando na rua e encantando a todos com sua doçura e seu jeito espoleta de ser.
A melhor coisa que fiz na minha vida nos últimos meses foi ter trazido a Lola pra casa!
Vida de gente sem cachorro................. ô vida mais triste!